Pesquisadores acrescentaram a cana-de-açúcar ao cardápio das baratas que, ao se adaptarem, produziram enzimas especializadas capazes de digeri-la. A ideia é usar as enzimas do inseto para degradar o bagaço de cana e, com isso, obter açúcares, cuja utilidade pode vir a ser a produção de etanol.
Estão sendo utilizados na pesquisa dois tipos de baratas: a Periplaneta americana e a Nauphoeta cinerea por serem altamente adaptáveis.
Segundo o professor Ednildo de Alcântara Machado, do Instituto de Biofísica da UFRJ, as baratas foram capazes de sobreviver por mais de 30 dias somente com o bagaço da cana.
Ele afirma que a pesquisa, por enquanto, encontra-se nas etapas de condicionar as baratas para consumir o bagaço e de identificação das enzimas especializadas. ''O etanol ainda não foi obtido, porém, não é uma coisa distante'', explicou Machado.
Mas o pesquisador adiantou que algumas enzimas do sistema digestivo da barata já foram identificadas e agora estuda a forma de retirar partes do DNA delas que definem a produção destas substâncias, capazes de degradar a biomassa em escala industrial.
